Para muitas pessoas que vivem no campo, cuidar das matas significa melhorar a qualidade do ar, afinal é da “mata verde que vem o oxigênio que a gente respira”. Essa frase, de um agricultor familiar parceiro do projeto Viveiro Cidadão, patrocinado pela Petrobras, na região da zona da mata rondoniense, nos diz sobre como percebemos a natureza à nossa volta e como ela nos fornece bem-estar.
É essa sabedoria, que nos leva a refletir sobre os benefícios gerados pela conservação de bons percentuais de cobertura florestal em uma determinada região. São esses percentuais que possibilitam a regulação de todos os processos ecológicos, responsáveis pela manutenção da vida, por sua relação direta com a qualidade do ar e do solo, no controle de inundações e doenças, polinização das culturas agrícolas e/ou da própria vegetação nativa, de acordo com seus ciclos biológicos e outros serviços pela natureza prestada.
Esses benefícios são muitas vezes invisíveis e, portanto, quase sempre tomados pela existência deles como garantidos. Porém, a natureza quando em desequilíbrio, causa perdas que podem ser significativas e difíceis de restaurar, nesse caso envolvendo altos custos. Nesse sentido, ações ligadas ao desenvolvimento de uma agricultura produtiva e regenerativa são fundamentais e urgentes, pois é influenciada e influencia todos os tipos de serviços ecossistêmicos, por sua vez, essenciais no abastecimento de água, fibras, madeira, abrigo, alimento ar de qualidade e todas as demais condições mínimas para sobrevivência de todos os seres. E essa é uma das missões do Projeto Viveiro Cidadão.
Esse chamado para agricultura multifuncional é fundamental em uma Era em que o mundo se mobiliza para o enfrentamento da crise climática. Ela deve garantir ao mesmo tempo, tanto a existência de matas, mantenedoras da qualidade do ar e demais condições para produção, quanto a promoção da segurança alimentar das próprias famílias rurais e da sociedade. Esse chamado nos desafia não só a pensar de modo diferente, mas também de inovar e sobretudo se movimentar nesta direção e realizar ações factíveis e efetivas nas comunidades em que vivemos.
Fonte: Ecoporé
Foto: Repositório institucional da UFSC
Autora: Alexia Oliveira