Cansados de esperar por uma solução que não chega, moradores do baixo madeira e das comunidades localizadas às margens da Estrada 28 de Novembro, que liga a capital Porto Velho à região rural e às comunidades ribeirinhas, em reunião que aconteceu ontem (19), decidiram fechar o acesso à balsa que faz a travessia no igarapé conhecido como Jacu da Vala.

A interdição aconteceu nesta segunda-feira (20), logo cedo. Eles afirmam que o protesto segue até às 12h, mas caso o governo não resolva o problema, o bloqueio poderá se estender, até que a situação seja solucionada.
Nesse caso da foto, por exemplo, a rampa de embarque da balsa apresentou problemas e o caminhão por muito pouco não caiu nas águas com o motorista, fato que deixou os moradores ainda mais revoltados.
No local havia uma ponte antiga de madeira por onde os veículos passavam, mas por apresentar problemas, ela foi destruída. Foi então que liberaram a passagem por uma ponte de concreto, mas esta também apresentou riscos e foi interditada, motivo pelo qual colocaram a balsa para fazer a travessia do igarapé.

Porém, de acordo com os oradores, com poucos dias em operação, a balsa já apresentou problemas, causando sérios transtornos, já que as comunidades da região e até mesmo do baixo Madeira dependem da via para chegar até a capital.
Além disso, os moradores alegam que os cabos de aço que sustentam a balsa são frágeis e podem se romper a qualquer momento. Dizem ainda que o rebocador que puxa a balsa é fraco e, no caso dos cabos se romperem, dão terá força suficiente para fazer a travessia, podendo causar um grave acidente.
Outro ponto de reclamação é a rampa de acesso à balsa, tomada por atoleiro e que também não oferece segurança, especialmente nesse período de intensas chuvas.
