Obra de Paulo Alberto Ferreira Neto une Psicologia Analítica e ecologia para refletir sobre a relação entre natureza e psique

Um olhar atento para o Rio Madeira revela mais do que um dos principais rios da Amazônia. Revela histórias, mitos, conflitos e formas de vida que ajudam a compreender a relação entre o ser humano e a natureza. Essa é a proposta do psicólogo e analista junguiano Paulo Alberto Ferreira Neto no livro O Rio Madeira: Alma que Corre dos Andes ao Amazonas – Explorando a Conexão Profunda entre Natureza e Psique.

Inspirado na Psicologia Analítica de Carl Jung, o autor convida o leitor a perceber a natureza como uma entidade viva, portadora de alma, memória e significado. Ao percorrer simbolicamente o curso do Rio Madeira, a obra apresenta o rio como um espelho da própria Amazônia, marcada por resistências, transformações, encantos e feridas que também atravessam a experiência humana.

Com uma escrita que articula vivência pessoal, pesquisa histórica e reflexão teórica, o livro propõe compreender o Rio Madeira como expressão da anima mundi, a “alma do mundo”. A partir dessa perspectiva, Paulo Alberto sugere uma escuta mais sensível da natureza, destacando que o sofrimento humano não está separado das marcas deixadas na natureza.

Ao longo da obra, o autor também dialoga com temas atuais, como a crise climática, o avanço de grandes empreendimentos sobre os rios amazônicos e os impactos dessas ações sobre os modos de vida locais. O Rio Madeira surge, assim, como símbolo das tensões entre desenvolvimento, exploração e cuidado com a vida.
“O livro apresenta uma visão sensível sobre a relação entre o ser humano e o meio ambiente, propondo uma escuta da natureza como caminho de cura e reconexão. A sabedoria dos rios e da floresta ensina sobre equilíbrio, respeito e pertencimento”, afirma o autor.

A obra valoriza ainda os saberes dos povos indígenas, ribeirinhos e comunidades tradicionais que vivem às margens do Rio Madeira e mantêm viva a memória simbólica do rio. Esses povos aparecem no livro como guardiões de conhecimentos ancestrais, capazes de ensinar formas mais equilibradas de convivência com a natureza.

 

Fonte: Assessoria

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