Conforme divulgado pelo site Rondoniaovivo, o caso da adolescente de 16 anos encontrada morta dentro de casa, na zona Leste de Porto Velho, revela um ato de crueldade extrema perpetrado por quem deveria cuidar dela e protegê-la.

De acordo com a matéria, no Departamento de Flagrantes, Callebe José S., 41 anos, confessou um crime que revela um cenário de desumanidade e perversidade prolongada. Durante três meses, enquanto familiares e conhecidos acreditavam que a jovem Marta Isabelle dos Santos Silva estivesse desaparecida, ela, na verdade, era mantida pelo próprio pai amarrada a uma cama dentro de casa.

A adolescente foi encontrada morta na terça-feira (24), em uma residência localizada na Rua Acesso Afonso Brasil, no bairro Jardim Santana, onde os policiais que atenderam a ocorrência se depararam com um verdadeiro quadro de horror.

Segundo a polícia, a cena encontrada pelos agentes expõe um quadro devastador de negligência extrema e sofrimento prolongado. A jovem estava sobre a cama, em estado severo de desnutrição, usando fraldas e com múltiplas lesões pelo corpo. Havia feridas abertas com larvas e sinais claros de que permanecera imobilizada por longos períodos. Também foram constatadas fraturas no braço e na clavícula, evidenciando violência e abandono contínuos.

Suposta fuga e conivência

Após insistência durante o interrogatório, o pai admitiu que a filha não estava desaparecida. Alegou que, após uma suposta fuga no final do ano passado, ele a teria encontrado e, desde então, passou a mantê-la amarrada. Segundo o próprio relato, utilizava fios elétricos para prender os braços da adolescente durante a noite — uma prática que teria se repetido por meses, privando-a de liberdade, dignidade e cuidados básicos.

A madrasta, de 44 anos, e a avó paterna, de 60, também tinham conhecimento da situação. Os três foram presos. De acordo com a polícia, tratava-se de uma família que se apresentava como evangélica — um contraste que torna o caso ainda mais chocante diante da brutalidade relatada.

A principal suspeita é de que a adolescente tenha morrido em decorrência de infecção generalizada provocada pelos maus-tratos e pela completa ausência de assistência médica. Exames realizados no Instituto Médico Legal (IML) deverão confirmar oficialmente a causa da morte.

Fonte: Rondoniaovivo

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