A operação policial em Vilhena mudou o ritmo da cidade logo nas primeiras horas desta sexta-feira, 12. Enquanto equipes avançavam em endereços monitorados há meses, a morte durante operação de um jovem de 27 anos abriu um novo capítulo para a investigação que já vinha ganhando fôlego nos bastidores das forças de segurança. A ação fez parte de um esforço interestadual para atingir o núcleo de uma organização criminosa com base em Rondônia.

Desde a madrugada, viaturas da Polícia Civil, Polícia Militar, SESDEC e Politec se espalharam por Vilhena e por cidades de Mato Grosso e Rio de Janeiro. No total, foram executados 65 mandados, entre prisões preventivas, medidas cautelares e buscas. O movimento envolveu cerca de 240 profissionais, que atuaram de forma coordenada para atingir simultaneamente diversos setores da quadrilha.
O caso que mais chamou atenção, porém, ocorreu em Vilhena. Rogério Soares, de 27 anos, acabou morto durante a operação Quimera. Ele tinha diversas passagens pela polícia, e seu nome aparecia em investigações que apontavam a existência de um tribunal do crime responsável por ordenar execuções e disciplinar integrantes da facção. O corpo do jovem foi levado para a Funerária Santo Cristo, onde aguardava o reconhecimento da família.
Delegados e promotores se reuniram logo após as diligências para detalhar a ofensiva. A DRACO 2, responsável pela investigação, descreveu uma estrutura criminosa dividida em três frentes: o setor de execuções, o núcleo financeiro e um braço de doutrinação voltado ao recrutamento e à manutenção da hierarquia interna. Esse desenho explicaria a expansão do grupo e sua capacidade de operar em mais de um estado.

